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Após mais de três anos em obras, a primeira etapa da Ferrovia Estadual de Mato Grosso (FMT) entre Rondonópolis e o terminal da BR-070, em Dom Aquino (MT), está perto de ser concluída.
São 162 quilômetros nessa etapa e o fluxo de grãos e mercadoria que antes estava centralizado em Rondonópolis vai começar a ser descentralizado também para o terminal ferroviário de Dom Aquino.
As obras da expansão ferroviária, até agora, eram só benefícios para Rondonópolis, com a geração de empregos na construção de viadutos, pontes, terraplanagem e trilhos.
O que antes era tudo destinado para o terminal de Rondonópolis vai começar a abastecer também o novo terminal ferroviário. A possível consequência é a redução na arrecadação de impostos por Rondonópolis. Esta perda na arrecadação tende a ser acentuada com o avanço dos trilhos, que devem chegar até Lucas do Rio Verde em 2030, percorrendo 743 km.
A expansão dos trilhos exige de Rondonópolis a atração de novas indústrias, o investimento em outros setores importantes na economia e a adoção de medidas para atenuar esses impactos.
Para isso, a gestão atual conseguiu a aprovação de um projeto de lei promovendo a redução do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para o serviço de transbordo rodoferroviário de carga agrícola realizado no terminal ferroviário de Rondonópolis. A propositura é uma forma de estimular com que a concessionária Rumo continue tendo o município como base de grande parte dos seus serviços.
De forma acertada, a atual gestão demonstra que encara o avanço dos trilhos como um assunto sério, já tomando mão de medidas tributárias para enfrentar esse novo momento, mas com necessidade de tomada de novas medidas.