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A Team Vitality perdeu, no último sábado (23), para a Natus Vincere, por 2 a 0, e está eliminada do VCT EMEA 2025 Stage 2. A equipe francesa, com o resultado, já não tem mais chances de ir ao VALORANT Champions. Após a partida, o brasileiro Felipe “Less” Basso conversou com a Game Arena.
Inicialmente, Less falou da derrota para NAVI:
“Pra ser bem sincero, nem vejo ainda, acabei de perder. Nem sei o que vai acontecer, o que a derrota vai ocasionar. Só sei que acabou, não vamos jogar mais. Foi triste o jogo. A gente não tava em uma situação fácil, teria que pegar top 2 pra classificar pra Champions depois da BBL em relação aos pontos.
A gente sabia que seria uma jornada difícil e tentou ir com a mentalidade de jogo após jogo. Todo mundo reparou que tá muito difícil de saber quem vai ganhar, principalmente no EMEA. Os treinos tão indo bem, mas os caras tavam muito bem preparados”
Less também falou dos desafios da Vitality em 2025:
“Acredito que foi, sendo bem sincero, muita coisa aconteceu. Foi muito difícil a gente estabilizar um momento, se tornar algo sólido. A gente trocou o trexx, chamamos o CyvOph. Foi difícil ter adaptação, tivemos problemas fora de jogo, pessoais. Eu tava suave, to do outro lado do mundo, tenho nada pra ter problema pessoal fora. Foi muito difícil esse primeiro split e o sayf tirou uma pausa, era o nosso IGL, nosso capitão. Resolvemos fazer tryouts, CyvOph saiu. Foi difícil se estabilizar o ano todo. A gente não teve algo bem feito depois do Kickoff.
Querendo ou não, todo mundo sabe que o Kickoff é o campeonato menos importante do ano, porque as pessoas não tiveram tempo de treinar, tempo de nada. Fizeram o time, de um mês e foram jogar. A gente se destacou muito por ter muitos jogadores bons, muitas estrelas, gente esperta no jogo. Depois do Kickoff começa a fase de todo mundo evoluir como time, bom ambiente de evolução. Não conseguimos fazer isso, infelizmente.”
Em sua primeira temporada fora de uma equipe brasileira, Less comentou sobre sua temporada individual e a adaptação com o inglês:
“Acredito que o Less ele não teve muito problema de barreira linguística porque sou uma pessoa que sempre tive dificuldade de me comunicar com outras pessoas do meu time se elas não deixam pra mim comunicar. Eu não sou uma pessoa que é fácil de tomar um ‘acho que não’ e eu vou tentar investir mais nisso. Faço os meus pontos e não corro atrás para brigar, discutir, não sou uma pessoa muito forte nesse ponto.
Acredito que com o inglês foi a mesma coisa. Eu consegui me adaptar muito bem com o inglês. Pra ser bem sincero, eu fiz IGL várias vezes nesse time. A gente tava fazendo os tryouts depois que o Sayf tirou uma pausa e o principal favorito para virar IGL era eu, eu queria virar IGL. Eu tava me virando muito bem, a galera deu feedback muito bom, então acredito que meu inglês dentro de jogo, tava bem redondo. Eu tive a mesma dificuldade que eu sempre tive que é ir a fundo com meus pontos, com o que eu quero pro nosso jogo. Acredito que esse foi o ruim do Less esse ano.”
Less também avaliou, entre 0 e 10, o ano da Team Vitality em 2025:
“Não ir pro Champions dar muito peso. Um campeonato com quatro slots, ele é meio que free se você joga direitinho. Ser bem sincero, o EMEA tá muito forte, o EMEA tá mais forte que o Americas nesse quesito. Não dizendo dos times top de tabela, mas os times de meio de tabela. Não vejo sendo tão fortes igual tão aqui. Realmente não tava tão fácil ir pra Champions pelo EMEA. Então, acredito que a nossa nota vai ser um 4“.
Segundo a base de dados da Riot Games, Less tem contrato válido com a Team Vitality até o fim de 2026. O atleta brasileiro comentou sobre uma possibilidade de retornar ao VCT Americas e relembrou os motivos de ter deixado a região para jogar na Europa:
“Por enquanto, minha ideia é continuar o meu contrato, que será até o fim do ano que vem. Em relação a voltar pro VCT Americas, não sei. Voltar pra time brasileiro é difícil, bem difícil. Pelo fato de que time brasileiro é em real. Um dos principais motivos que eu vim pra Vitality, é que eles têm, não é meu salário que eu digo, meu salário na LOUD era muito bom. O quesito era mais, a gente precisa de um controlador, a LOUD não tem dinheiro pra pagar uma multa de 500 mil, 1 milhão de reais, é muito dinheiro. Querendo ou não, orgs gringas tem esse poder.
A Vitality pagou muitas multas esse ano, todos os jogadores que estavam vindo pro nosso time, eles tavam pagando, pagando e pagando. É um poder de compra, é mais fácil. Quando a gente tava na LOUD, primeiro que a linguagem era difícil, não podia trazer nenhum gringo, mas tinha a parte dificíl de, nossa precisamos trocar jogador, quais são as nossas opções? São essas, porque essas aqui tem multa. Limitava muito as nossas opções. Esse é o grande problema do time brasileiro, é o limite de grana que nós temos. Continuar na Vitality e vamos ver no que dá no ano que vem“.
Less também falou o que quer ver para no futuro com a Team Vitality:
“O que eu quero pra mim nesse OFF//SEASON é trabalhar mais a minha imagem. Passei por momentos difíceis aqui esse ano, então fiquei muito off. Esse OFF//SEASON, vou tentar fazer mais live, voltar meu canal no YouTube, acho que é um foco importante que tenho que fazer por agora. Tentar fazer o melhor possível pro ano que vem, a gente ser forte de novo“.