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Taxistas de SP criam aplicativos de transporte sem carro particular

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O Kabx pertence ao Sinditaxi e o SuperTaxi pertence a uma sociedade entre nove taxistas. Ambos começaram a operar há um mês com tarifas mais baixas para os motoristas.

Por Vivian Reis, G1 SP, São Paulo

Taxistas protestam em frente ao prédio da prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. O grupo cobra uma nova regularização do Uber, transporte privado por meio de aplivativo (Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo)

Taxistas protestam em frente ao prédio da prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. O grupo cobra uma nova regularização do Uber, transporte privado por meio de aplivativo (Foto: Fábio Vieira/Fotorua/Estadão Conteúdo)

Taxistas de São Paulo lançaram dois novos aplicativos de transporte três anos depois de serem surpreendidos pela chegada das plataformas de transporte particular como Uber e Cabify. Em entrevista ao G1 nesta terça-feira (10), os responsáveis pela Kabx Brasil e pelo Super Taxi disseram que, diferentemente de seus concorrentes, os novos apps não vão oferecer corridas feitas por motoristas de carros comuns.

Mesmo antes da chegada das multinacionais Uber e Cabify ao Brasil, as cooperativas já investiam no desenvolvimento de aplicativos com a intenção de usufruir das possibilidades oferecidas pelos smartphones.

Em julho de 2014, contudo, a chegada do Uber ao Brasil gerou protestos por parte dos taxistas, que detinham o controle do transporte individual de passageiros. A multinacional defendia a livre concorrência e atraiu o público com preços mais acessíveis. Já os taxistas reclamavam que, sem a mesma regulamentação a que eram submetidos, era fácil manter um valor mais baixo, tornando a concorrência predatória.

ESPECIAL G1: Uber x Táxi

Mais de um ano depois, a espanhola Cabify entrou no Brasil e, na sequência, a então 99 Táxis mudou o nome para “99” e passou a aceitar motoristas particulares -além de continuar oferecendo serviço de táxis.

Cada empresa cobra uma taxa diferente dos motoristas para aceitá-los na plataforma – o Uber recebe de 20% a 30% do valor da corrida e o restante fica para o condutor; o Cabify cobra 25% e a 99, 17%.

Os dois sindicatos de taxistas que atuam em São Paulo iniciaram discussões internas, que culminaram no desenvolvimento de dois aplicativos: o Kabx (pronuncia-se “Cábex), que pertence ao Sindicato dos Taxistas Autônomos (Sinditaxi), e o SuperTaxi, que pertence a uma sociedade entre nove taxistas, com o apoio do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Taxi (Simtetaxis).

Ambos começaram a operar há um mês com tarifas mais baixas para os motoristas, oferecem 20% de desconto aos passageiros até o fim deste ano e estão disponíveis para Android e iOS.

Aplicativo Kabx Brasil, do Sinditaxi, cobra R$ 39 mensais dos motoristas e não taxa as corridas (Foto: Divulgação)

Aplicativo Kabx Brasil, do Sinditaxi, cobra R$ 39 mensais dos motoristas e não taxa as corridas (Foto: Divulgação)

Kabx Brasil

O diretor do Sinditaxi, Giovanni Romano, disse que o aplicativo foi desenvolvido de forma colaborativa, com a participação de todos os motoristas filiados, que investiram os próprios recursos no projeto.

“Este aplicativo não é negócio. É um empreendimento colaborativo, em que o sindicato atua como agente aglutinador. Todos os profissionais filiados ao sindicato participaram da construção do Kabx, e ele foi construído de acordo com as nossas possibilidades e recursos”, contou Romano. “Recebemos mais de 5.500 pedidos de inclusão e estamos com mais de 2.300 passageiros cadastrados conectados”, continuou.

Ao invés de cobrar dos taxistas uma porcentagem sobre o valor de cada corrida, como ocorre com os outros aplicativos, a Kabx cobra uma mensalidade de R$ 39 para a manutenção da plataforma.

Além da documentação regularizada junto ao DTP, os taxistas interessados devem comparecer pessoalmente à sede do sindicato. “Nós explicamos aos interessados que o objetivo é proporcionar um serviço de qualidade, tornando a cortesia a nossa marca”, conta o diretor do Sinditaxi, Giovanni Romano.

“Aqui também existe uma preocupação com a segurança dos passageiros, avaliando os hábitos e os veículos dos taxistas. Nossa profissão é muito séria. Transportamos todo tipo de pessoa, inclusive as mais vulneráveis, como idosos, enfermos e passageiros com necessidades especiais”, completa.

A plataforma Super Taxi pertence a uma sociedade entre nove taxistas e propõe a cobrança aos motoristas de 10% no valor de cada corrida (Foto: Divulgação)

A plataforma Super Taxi pertence a uma sociedade entre nove taxistas e propõe a cobrança aos motoristas de 10% no valor de cada corrida (Foto: Divulgação)

Super Taxi

O Super Taxi tem como padrinho o Simtetaxis, mas é fruto de um investimento de nove sócios, todos taxistas, sendo oito homens e uma mulher.

“Estamos funcionando a milhão. Todos os dias aumenta o número de taxistas cadastrados e a quantidade de corridas”, conta Fernando Frizone, um dos sócios da nova empresa, acrescentando que este é um momento em que a equipe tem firmado parcerias para divulgar o aplicativo e oferecer benefícios aos taxistas.

“Nós temos o compromisso de nunca permitir carros particulares nesta plataforma – serão sempre táxis. E temos vantagens para os motoristas: conseguimos descontos com seguradoras, com guincho e agora estamos negociando com postos de combustível. Também vamos oferecer descontos para cursos de idiomas e em faculdades”, adianta.

Para utilizar a plataforma da Super Taxi, o taxista também precisa estar com os documentos regularizados junto ao DTP e pagar uma taxa fixa de 10% do valor de cada corrida. Os profissionais também devem receber um treinamento e uma capacitação para melhorar o atendimento aos motoristas.

Prefeitura de São Paulo

Em nota, o Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Secretaria Municipal de Transportes informou que o aplicativo Kabx já está credenciado e que o processo de credenciamento do Super Taxi está em fase de finalização.

O órgão informou ainda que “o credenciamento de aplicativos de táxi não obedece aos mesmos procedimentos utilizados para os aplicativos de operadoras de transporte individual de passageiros”, pois “os táxis já dispõem de alvarás para o transporte individual de passageiros, sendo necessário, nesse caso, que o aplicativo cumpra os requisitos estabelecidos pelo DTP, que regulamenta o cadastro desse serviço”.

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