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Como filme, ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ é um ótimo desfile de escola de samba; G1 já viu

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Superprodução do francês Luc Besson tem visual extravagante e investe pesado nos efeitos, mas enredo é fraco. Com Cara Delevigne, Rihanna e Dane DeHaan, longa estreia nesta quinta.

Por Cauê Muraro, G1

Assista ao trailer de 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas', de Luc Besson

Assista ao trailer de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’, de Luc Besson

Como filme, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”, que estreia nesta quinta-feira (10), é um ótimo desfile de escola de samba. Se fosse carnaval, dava para cravar sem medo: Alegorias e Adereços: dez, nota dez; Enredo: nota três… Mas estamos no cinema, e não na Sapucaí. Os intermináveis efeitos especiais do diretor Luc Besson parecem mesmo bastante complexos, coisa de profissional antenado, mas o bom gosto mandou um abraço.

Há momentos e opções interessantes: a fauna de alienígenas diverte e a personagem feminina (papel de Cara Delevingne) tem função narrativa, e não decorativa (e isso apesar de o filme ter o mesmo do protagonista, um homem). Só que essas passagens são raras, e o roteiro é medíocre, previsível que nem encenação escolar da Branca de Neve.

Você vai ter a impressão de que, ao menos neste quesito visual e do grande entretenimento puro-sangue, já viu este filme – e ele era melhor, inclusive se chamava “Avatar” (2009). Ou “O quinto elemento” (1997), para mencionar obra do próprio Besson. Ou “O vingador do futuro” (1990). Ou “Blade Runner” (1982).

Ah, mas é sacanagem comparar “Valerian” e “Avatar”, né? Não é, não. Três motivos:

  1. Luc Besson, admite que a ficção científica de James Cameron apontou caminhos (tecnológicos, muito 3D, muita cor etc.);
  2. “Valerian” tem terráqueos malignos destruindo no futuro um planeta paradisíaco habitado por ETs praticantes da filosofia hippie/naturista;
  3. Os tais ETs ecologistas são igualmente azuis e se parecem mesmo.

Resumindo: “Valerian” às vezes lembra uma versão de “Avatar” dirigida pelo Paulo Barros (o ótimo e inovador carnavalesco pentacampeão do carnaval carioca). Ou seja, vale o ingresso se for para justificar o clichê marqueteiro: “Tem de ver na tela grande, a maior possível”.

No mais, um clima antiquado que vem dos anos 1980, com casal estilo “filme de colegial” americano. O “retrô” pode até ser proposital, o que não quer dizer que seja suficiente.

Orçamento recorde e Rihanna

Rihanna em cena de 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas' (Foto: Divulgação)

Rihanna em cena de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ (Foto: Divulgação)

Sem ser de Hollywood, “Valerian” teve investimento nada desprezível. Coisa ali entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, informa a imprensa internacional. Certo é que a cifra representa o maior orçamento da história do cinema francês.

Luc Besson nunca teve medo da extravagância, e não seria agora que inventaria moda para parecer comedido em tempos de crise. A superprodução tem ficção científica, tem ação frenética, tem romance de Sessão da Tarde, tem suspense e tem a Rihanna.

Este último dado é acessível a qualquer um que vir um cartaz de “Valerian”. Mas, sem querer estragar a alegria de ninguém, um spoiler de leve: a participação da cantora é inversamente proporcional ao espaço que ela ocupa no material de divulgação.

Ela não compromete no papel. Aparece na melhor sequência do filme, que é descaradamente (e positivamente) absurda. Basta dizer que Ethan Hawke vive ali um animador e músico de clube de strip-tease frequentado por extraterrestres muito na maldade.

É nestes momentos sem noção que está o que “Valerian” tem de melhor. Pena que, com frequência infeliz, Besson cisme de ficar sério e de mostrar uns cenários e personagens que, francamente, só podem ter sido inspirados nos Teletubbies.

A história de bastidor é mais emocionante

Dane DeHaan e Cara Delevingne em cena de 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas' (Foto: Divulgação)

Dane DeHaan e Cara Delevingne em cena de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ (Foto: Divulgação)

Mas e a Cara Delevingne e o Dane DeHaan, como estão como casal?

Aí, depende do que é importante para você. Se você espera química, não vai rolar. Se você espera relacionamento leve com provocações ginasiais e desfecho tão evidentemente óbvio quanto a beleza dos atores, dá para curtir.

“Valerian” era um “projeto dos sonhos” que Luc Besson cultivava fazia muitos anos. É baseado na famosa HQ francesa que ele começou a ler quando ainda era criança. Diz que foi importante na época em que os pais se separaram.

Não sem motivo, o cineasta dedicou o filme ao pai, que morreu antes de ver a obra pronta. Aí é que está: essa história por trás do filme é melhor do que a história mostrada no próprio filme.

Set de 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas'; a partir da esquerda: o diretor Luke Besson e os atores Dane DeHann e John Goodman (Foto: Divulgação)

Set de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’; a partir da esquerda: o diretor Luke Besson e os atores Dane DeHann e John Goodman (Foto: Divulgação)

Clive Owen, ao centro, é o vilão de 'Valerian e a Cidade dos Mil Planetas' (Foto: Divulgação)

Clive Owen, ao centro, é o vilão de ‘Valerian e a Cidade dos Mil Planetas’ (Foto: Divulgação)

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